sábado, 5 de dezembro de 2009

A quem convêm (verdadeiramente) a regionalização do país?

Não sabendo (mas desconfiando) como funcionam as comissões politicas e os mecanismos de financiamentos dos partidos locais - o 'caciquismo' e os 'lobbies' que estão por detrás das eleições - faz o 'dedopolitico' duvidar das verdadeiras razões que os autarcas apresentam para exigir o avanço em definitivo do processo de regionalização em Portugal...

Se já é difícil controlar um, por que razão se deve criar um segundo nível de poder em Portugal?

3 Caixa do leitor:

Isabel disse...

A política é igual em todo o lado, seja em países ditos do terceiro mundo ou em países ditos civilizados ...
Em Portugal, não há muito tempo, em fim de legislatura os partidos (TODOS sem excepção) quiseram alterar a lei do financiamento dos partidos e só o VETO do Presidente da República impediu que esta vergonha avançasse!!!
Esta história da regionalização é a mesma treta... deve interessar a muitos políticos locais que vão perder os "tachos" com a lei que limita os mandatos!

Paulo Silva disse...

Se a política nacional está como está, currupção atrás de currupção, movimentando M€, e sempre com imprensa em cima, a mediatizar estes casos, imagine-se como será o favoritismo e tráfico de influencia nas autarquias locais com um acréscimo directo de M€ por ano!

Tudo isto, onde os filhos sucedem os pais, tios, sobrinhos, amigos, amigos do tio e do sobrinho na politica, ascendendo à catogoria de reizinhos, sem que ninguém os controle. Nem mesmo os médias locais (pois esses vivem do dinheiro das autarquias para sobreviverem!)

O nosso país é demasiado pequeno, para tanta gente querer mandar nele, e principalmente no dinheiro que é de todos nós!

O grande motivo porque muitas empresas nacionais faliram, nomeadamente no sector textil, deveu-se ao facto da gestão destas terem passado para aos mãos dos filhos, que tinham como unico intuito a extração rápida dos lucros das empresas dos seus país (fundadores), isto, com ajuda gestores amigos, que contratavam a peso de ouro.

Com os politicos locais, acontece precisamente o mesmo!

Henrique Ferreira disse...

Subscrevo na íntegra a opinião de Paulo Silva.

No entanto, se as autarquias tivessem mais autonomia financeira, não lhes era dada mais capacidade para realizar projectos e suprir(atempadamente) ao que faz falta às suas populações?

Principalmente, as do interior, que são sempre as mais sacrificadas?