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segunda-feira, 18 de abril de 2011

A nobreza

A nobreza, na Idade Média, foi uma ordem privilegiada, recebendo do rei diversas regalias (terras, pensões, isenção de impostos…). Em virtude destas regalias, os nobres eram considerados os vassalos directos do rei, sendo os principais membros da corte e do exército e os detentores dos principais cargos administrativos.
Apesar disso, esta classe nem sempre era assim tão leal ao rei e ao reino, preocupando-se mais com o poder e com o dinheiro do que exactamente com a defesa da coroa.
Parece-me a mim, que os anos avançam e a história repete-se. Nobres, como o “Fernando”, defendem uma ideologia, fazem as pessoas acreditarem e apostarem nele, para depois, no final de tudo, e à troca de um “título” mandarem essas ideias para o caixote do lixo.
Eu estive quase a ser convencido por esse senhor. Gostei das suas palavras e, principalmente, da sua independência, e no momento da decisão, quase que votei Fernando Nobre. Ainda bem que não o fiz. Assim, não me ando a lamentar, como a maior parte das pessoas que eu conheço e que votaram nele.
Pedro Passos Coelho, mostra-nos uma vez mais a sua imaturidade, e faz uma escolha muito arriscada. As pessoas gostavam de Nobre como independente e não este Nobre, que foi contra tudo o que defendeu. Esta escolha pode ser fatal para o “reino” do PSD deste jovem “rei” (político)...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O estado do país

Não sou nenhum entendido de política mas, cada vez mais me parece, que esse mundo muito restrito é um desporto. Um desporto em que o objectivo é chegar ao poder, sem preocupações com o estado do país.
Os partidos da oposição são isso mesmo: a oposição. Tudo fizeram para acabar com o governo e, finalmente conseguiram, rejeitando o PEC4 que de qualquer forma vai ser implementado, ainda que com medidas ainda austeras.
As filosofias de Francisco Louça, que nunca seriam capazes de ser aplicadas num contexto prático, fazem-me rir, tal como todas as suas declarações, que chegam a roçar no ridículo. Paulo Portas é o político mais desejoso de poder que por aí anda. Quando esteve no governo fez questão de comprar uns submarinos que ainda hoje dão que falar, e não é com certeza por bons motivos.
Passos Coelho poderá ser uma boa alternativa a Sócrates. Mas, pelo que vejo, ainda precisa de crescer mais um bocadinho. Eu, na sociedade actual, com 21 anos, ainda sou visto como um jovem imaturo, que ainda não tem experiência de vida e cujas opiniões e inclinações ainda não estão bem cimentadas. O mesmo se aplica a Passos Coelho enquanto político. Ainda não é um líder firme. Não transmite segurança nem nos esclarece do que pretende para Portugal no futuro.
O Presidente da República é um presidente passivo. Não interfere nem interferiu nesta crise democrática. Não tentou inverter a situação, não serviu de mediador entre os partidos e o governo, e nem sequer se digna a falar sobre o pedido de ajuda externa. Estou desiludido. Cavaco Silva tinha a obrigação de falar aos portugueses!
O Governo actual também não se livra assim das culpas. Esteve lá muito tempo e não pode dizer que a culpa é só dos outros partidos, porque rejeitaram uma proposta. O Sócrates mentiu. Todos os políticos mentem, e ele não foi excepção. Fez promessas que sabia que não podia cumprir e comprometeu-se com projectos que nunca deveriam ter sido levados avante.
Assim, neste Porto-Benfica político, não sei quem será o justo vencedor. Se o “Mentiroso”, se o “Imaturo”…